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A sexta edição do Festival Djar Fogo teve início em Cabo Verde, promovendo a exibição de 73 filmes de 43 países até o dia 8 de novembro nas ilhas de Santiago e do Fogo. O evento busca projetar o cinema africano e da lusofonia no cenário internacional, conectando cineastas locais aos grandes centros da indústria cinematográfica mundial.

Idealizado e dirigido pelo cineasta Guenny Pires, residente na área de Los Angeles, a iniciativa visa aproximar a sétima arte cabo-verdiana de grandes polos como Hollywood. Nesta edição, a programação expande a exibição de obras diretamente para comunidades dos concelhos de São Filipe e Santa Catarina.

Debates e programação paralela

Além das projeções das produções selecionadas, a agenda inclui atividades da escola Africa Film Lab e a realização de uma mesa redonda sobre o uso da inteligência artificial na cinematografia e nas técnicas de narrativa, com encontros previstos em Praia e no Fogo.

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O festival realiza ainda o seu terceiro pitch internacional para a discussão de novos projetos entre cineastas. O itinerário cultural abrange visitas à Fundação Amílcar Cabral e à histórica Cidade Velha, reconhecida como o primeiro berço da identidade cabo-verdiana.

Homenagens e premiações

Um júri internacional selecionou 30 obras finalistas que disputam premiações em categorias como melhor filme cabo-verdiano, europeu e da CPLP. Ao todo, cerca de 20 produções receberão prêmios e menções honrosas atribuídas pela direção da iniciativa.

A edição deste ano presta uma homenagem especial ao cineasta brasileiro Zózimo Bulbul e à ativista Teodora Inácia Gomes, antiga colaboradora de Amílcar Cabral, destacando a relevância da preservação histórica e do fortalecimento da cultura nos países de língua portuguesa.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade