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A crise da habitação em Portugal levou centenas de pessoas a acamparem nas praças centrais de Lisboa e do Porto para exigir moradia acessível. No entanto, a polícia avançou com violência durante a madrugada, resultando em tendas apreendidas, feridos e detidos.
Todas as noites ocorrem assembleias populares na Praça do Rossio, em Lisboa. O movimento reflete a revolta de uma população pressionada pelo disparar dos preços das casas e das rendas nos últimos anos.
António Tonga, porta-voz da iniciativa, destaca que Portugal enfrenta uma das situações mais graves da União Europeia. Para ele, o acampamento funciona como um fórum democrático alternativo ao poder político.
A habitação tornou-se a gota de água porque a falta de condições financeiras impede as famílias de arcarem com despesas básicas. A investigadora Rita Silva aponta que os preços dispararam massivamente na última década sem acompanhamento dos salários.
Os manifestantes exigem a reversão da lei do arrendamento, o fim dos despejos sem alternativa e tetos para as rendas. Símbolo de resistência, o movimento continua ativo apesar da forte repressão policial nas ruas.
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