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A reflexão sobre a Consciência negra no Acre ultrapassa a celebração do mês de novembro e exige ações permanentes de combate ao racismo em todo o estado. O debate resgata a memória de Zumbi dos Palmares e busca transformar a visibilidade da população afro-brasileira acreana em avanços reais de direitos e políticas públicas contínuas.

Origem histórica e marco nacional do 20 de novembro

A data remete ao Quilombo dos Palmares, em Alagoas, onde Zumbi liderou a resistência antiescravagista até ser morto em 1695. Séculos depois, em 1971, o Grupo Palmares instituiu a homenagem para contrapor a narrativa do 13 de maio, colocando os próprios escravizados no centro da libertação.

O reconhecimento legal ocorreu de forma gradual. A Lei nº 10.639/2003 incluiu a temática afro-brasileira nas escolas, enquanto a Lei nº 14.759/2023 tornou a data um feriado nacional oficial a partir de 2024.

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Dados demográficos e o cenário acreano

De acordo com o Censo 2022 do IBGE, cerca de 74,8% da população do Acre é formada por pretos e pardos, totalizando mais de 620 mil pessoas. Apesar da maioria expressiva, a população negra ainda enfrenta maiores índices de vulnerabilidade social e falta de reparação histórica.

Nomes marcantes da história local representam essa trajetória de luta no estado, como a médica e senadora Laélia Alcântara, Mestre Raimundo Irineu Serra, José Rodrigues Arimatéia, Moisés Alencastro e Mãe Ana Cláudia D’Òsùn.

Ações comunitárias e financiamento público

Iniciativas acadêmicas e sociais buscam fortalecer a igualdade racial no cotidiano acreano. Destacam-se as ações do NEABI na Ufac, os cursinhos populares da UNEGRO na Baixada do Sol e os projetos de arte urbana do TRZ Crew nas periferias de Rio Branco.

Para assegurar a efetividade dessas pautas, especialistas cobram a aplicação da Lei estadual nº 4.627/2025, garantindo dotações orçamentárias específicas e transparência na execução dos recursos voltados às políticas de equidade.

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade