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Diversas entidades da sociedade civil e movimentos sociais intensificaram a pressão sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a escolha inédita de uma mulher negra no STF. A cobrança busca transformar promessas de campanha em representatividade real no Supremo Tribunal Federal, corrigindo um histórico secular de sub-representação na mais alta Corte do país.
A mobilização, que ganha força nas redes sociais, expõe uma grave lacuna institucional. Em 135 anos de história do tribunal e após 172 ministros nomeados, a Corte contou com apenas três mulheres e três homens negros. Até hoje, nenhuma mulher negra ocupou uma cadeira de ministra no órgão supremo do Judiciário.
Articulação política e o cenário no Senado
O caminho para a aprovação do nome promete ser desafiador. A partir de 2027, o Senado Federal terá maioria de direita, liderada pela bancada do PL de Flávio Bolsonaro. Diante dessa resistência conservadora, movimentos sociais buscam apoio de parlamentares influentes, como o deputado federal André Janones (Rede-MG), para manter a articulação popular viva.
Entre as alternativas sugeridas pela sociedade civil destaca-se a juíza Karen Luise Vilanova Batista de Souza. Com atuação destacada na magistratura e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), a magistrada é reconhecida por sua defesa de políticas de equidade racial e defende que a presença de uma mulher negra na Corte impulsionaria a igualdade no país.
Ao longo do seu mandato, Lula terá quatro oportunidades para indicar novos integrantes ao Supremo Tribunal Federal, incluindo a substituição da vaga do ministro Luís Roberto Barroso. Entidades esperam que essas nomeações reflitam a real diversidade da população brasileira, superando frustrações anteriores com escolhas que ignoraram critérios de gênero e raça.
Em resumo
- Mobilização social cobra de Lula indicação inédita para a Suprema Corte.
- Em 135 anos, o STF nunca teve uma ministra negra entre seus membros.
- A juíza Karen Luise Vilanova Batista de Souza surge entre os nomes sugeridos.
- A futura composição conservadora do Senado representa obstáculo político para a aprovação.
Fonte: Folha de S.Paulo. Confira o conteúdo original e licença no link da Folha de S.Paulo.
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