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O Brasil enfrenta o dilema em uma encruzilhada decisiva, tendo de escolher entre a reconstrução de um projeto de nação soberana ou o retrocesso autoritário. A disputa coloca em pauta o futuro da democracia e da justiça social frente ao avanço neoliberal.

Em A Terra é Redonda

“O tempo é de terror. Maldito fado / Ter eu de consertar o que é errado. / Vamos, entremos juntos, camaradas” (William Shakespeare, Hamlet).

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O país debate o clássico dilema sobre qual caminho trilhar. É preciso avaliar como a sociedade chegou a este ponto crítico, marcado por polarização e crises institucionais profundas.

Os meios de comunicação de massa e setores do Judiciário tiveram papel central na normalização de discursos radicais. A manipulação de narrativas e a desestabilização de lideranças populares abriram espaço para a inversão de valores éticos.

A proliferação de notícias falsas enfraqueceu o debate público baseado em factos. Comportamentos antes condenados passaram a ser tolerados, substituindo preceitos de honestidade por lógicas de vantagem pessoal e conflito permanente.

O individualismo neoliberal afasta a perspectiva coletiva e desconsidera as necessidades das parcelas mais vulneráveis da população. Em contrapartida, movimentos sociais e novas gerações buscam resgatar a esperança por transformações estruturais.

O programa progressista atual aposta na igualdade, na solidariedade e na harmonia ambiental. O desafio central permanece sendo superar o passado de intolerância e consolidar a participação cidadã na vida política nacional.

*Luiz Marques é professor de ciência política na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e ex-Secretário de Estado da Cultura.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade