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O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) protocolou uma notícia-crime contra o candidato Pablo Marçal por crime de racismo religioso, após declarações que associaram o presidente Lula e religiões de matriz africana ao satanismo, no dia 2 de outubro de 2026, em São Paulo.

Na representação, o parlamentar argumenta que as falas de Marçal extrapolam a liberdade de expressão e configuram preconceito criminoso. Orlando Silva destacou que o candidato atacou diretamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as tradições de origem africana, classificando-os de forma depreciativa.

"Não podemos normalizar a utilização da fé, do preconceito e da intolerância como armas na disputa política", afirmou o deputado. Segundo ele, as ofensas atingem comunidades inteiras e exigem uma resposta firme das autoridades policiais e da Justiça.

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A iniciativa jurídica ocorre após uma série de declarações polêmicas de Marçal, que afirmou recentemente que "se macumba funcionasse, a Bahia era Dubai" e rotulou praticantes dessas religiões como "derrotados". Diante disso, o Ministério Público da Bahia (MP-BA) também instaurou um procedimento investigativo.

Reação na Bahia e defesa da diversidade

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) também repudiou os ataques veementemente. Almeida ressaltou que a Bahia é o berço da ancestralidade e da cultura nacional, exigindo respeito absoluto às manifestações religiosas que moldaram a identidade do povo brasileiro.

Autor da lei que instituiu o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, Daniel Almeida reforçou que proteger a liberdade de crença é um dever democrático. O caso agora segue sob análise dos órgãos competentes para a abertura formal de inquérito policial.