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A Fundação Itaú e a Fundação Tide Setubal divulgaram os doze nomes contemplados na terceira edição do programa ancestralidades de valorização à pesquisa. Focada na temática de arte e cultura na educação integral com perspectivas afrodiaspóricas e indígenas, a chamada pública registrou 440 inscrições válidas em território nacional. Leia em TVT News.

Entre os projetos escolhidos, quatro integram a categoria de estudos concluídos, enquanto oito correspondem a investigações em andamento. Os contemplados recebem aportes financeiros que variam conforme a etapa do trabalho. Os nomes completos podem ser conferidos diretamente no portal oficial www.ancestralidades.org.br.

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No final de novembro, os autores participam de um encontro presencial reservado no Itaú Cultural. A proposta do evento é promover a troca de experiências e fortalecer conexões entre os especialistas selecionados.

As propostas aprovadas dividem-se em quatro eixos temáticos essenciais:

  • Expressões artísticas e linguagens;
  • Identidade, memória e patrimônio;
  • Diversidade e direitos humanos;
  • Sustentabilidade e território.

Todas as iniciativas possuem aplicação prática voltada para a educação integral, promovendo o desenvolvimento pleno dos estudantes em suas esferas cognitivas, físicas, emocionais, sociais e culturais.

Os trabalhos contemplados representam doze municípios situados em oito estados diferentes, abrangendo quatro regiões do país. Os temas investigados incluem literatura indígena e negro-brasileira, educação quilombola, capoeira, teatro negro e infâncias tradicionais.

Estudos

Dentre as pesquisas selecionadas, destacam-se análises sobre a presença da literatura indígena no ensino médio e investigações sobre a capoeira como matriz para a formação docente antirracista. Outros grupos debatem protocolos contra o racismo em museus e saberes da infância Guarani Mbyá.

Também ganharam visibilidade trabalhos focados em narrativas de mulheres quilombolas aplicadas à educação ambiental crítica e experiências ligadas ao teatro negro e aos afroterridores de criação artística.

Sobre programa e temática

A iniciativa prioriza pesquisadores autodeclarados pretos, pardos e indígenas com o intuito de combater o racismo estrutural. O objetivo central é aproximar o rigor acadêmico das vivências comunitárias cotidianas.

Sobre a plataforma

Com cinco anos de atuação completados recentemente, a Plataforma Ancestralidades difunde conteúdos fundamentais divididos em quatro frentes principais:

  • Arte e cultura;
  • Democracia e direitos humanos;
  • Religiosidade e espiritualidade;
  • Ciência e tecnologia.

O acervo digital reúne biografias de personalidades negras, marcos históricos e conceitos cruciais como afrofuturismo e quilombo para consulta pública.

PESQUISA E ESTUDOS CONCLUÍDOS

(ordem alfabética)

Alan Alves Brito (Porto Alegre/RS)
Cosmologias e cosmopolíticas afropindorâmicas: relações céu-terra para a educação antirracista das ciências e das artes na Améfrica

Fernanda Gonçalves Lima (Porto Seguro/BA)
Literatura Pindorâmica: caminhos para desconstrução de estereótipos

Francislene Conceição Freitas de Sales (Nazaré/BA)
Faraimorá: uma poética didático-pedagógica de teatro negro

Silvana Mindua Vidal Verissimo (Biguaçu/SC)
Infância Guarani, travessia, brincadeira: Kyringue onheovangaa

PESQUISA E ESTUDOS EM ANDAMENTO

(ordem alfabética)

Christiane Fernandes Avelino (Brumadinho/MG)
Nzadi Ateliê: metodologias situadas em um afroterritório de criação, cuidado e formação

Gabriela Nascimento Ananias (Campinas/SP)
“Volte, pegue”… e escreva: formação de estudantes-autores na educação básica a partir da Educação das Relações Étnico-Raciais

Gleyce Kelly Maciel Heitor (Belo Horizonte/MG)
Metodologias, condutas e protocolos restaurativos diante de episódios de racismo nos museus

Luciano Hebert de Lima Silva (Fortaleza/CE)
Capoeira, ancestralidade e formação docente: uma matriz afro-brasileira para a Educação Integral antirracista

Luiz Carlos Coelho de Oliveira (Rio de Janeiro/RJ)
Arte-educação: a formação de leitores e escritores entre a formação docente e o aquilombamento

Qircia Aparecida Fonseca Santana (Iraquara/BA)
Narrativas femininas no diálogo de saberes entre a escola e a comunidade quilombola do Escôncio em Iraquara (BA) como possibilidade para uma educação ambiental crítica

Samilly Valadares Soares (Ananindeua/PA)
Instituto Perpetuar, Pororoca de Saberes e Territórios Educacionais

Valmir Luis Saldanha da Silva (Jacareí/SP)
Autofagia: a literatura negro-brasileira como prática de construção de si no ensino e no território contra o epistemicídio

FONTE/CRÉDITOS: Thays Andrade