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Membros do PAIGC, em Bissau e em Lisboa, contestam veementemente a ocupação da sede do partido na capital guineense pelas forças de segurança, anunciando que não vão dar tréguas até que a situação seja totalmente esclarecida.

Em comunicado divulgado a 25 de setembro de 2026, a força política recorda que o edifício estava encerrado por determinação das autoridades há vários meses, especificamente desde a tomada do poder ocorrida a 26 de novembro de 2025.

O partido contesta a colocação de uma placa na fachada com a inscrição património do Estado. Segundo os dirigentes, o Alto Comando Militar determinou a transferência de sedes em certas zonas, mas sem prever a expropriação ou o confisco dos imóveis.

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A liderança manifesta forte preocupação com a preservação dos arquivos e documentos históricos guardados no local, elementos fundamentais relacionados com a luta de libertação nacional liderada por Amílcar Cabral.

Resistência jurídica e política

Desde Lisboa, o dirigente Abdu Sambu afirmou que existe uma tentativa evidente de reescrever a história da Guiné-Bissau. Ele reforçou que o partido precede o próprio Estado guineense.

O dirigente assegurou que serão utilizadas todas as vias legais, tanto em instâncias nacionais quanto internacionais, para confirmar a titularidade legítima do imóvel e proteger o património histórico acumulado.

Contestação em Bissau

Na capital guineense, o jurista Augusto Nansambé apontou que a sede permanece sob controlo rigoroso dos militares desde o golpe de Estado. Para ele, aplicar o despacho de afastamento de sedes partidárias é impraticável devido à dimensão reduzida da cidade.

Por sua vez, a histórica combatente Teodora Inácia Gomes destacou o valor sentimental e simbólico do edifício, sublinhando que o partido permanece aberto ao diálogo na busca por caminhos de reconciliação nacional.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade