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Em uma disputa acirrada no segundo turno, a reeleição de Lula foi confirmada após o candidato do PT alcançar 51,75% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro (48%). O resultado garantiu ao presidente o seu quarto mandato no Palácio do Planalto, impulsionado por uma virada histórica nas urnas e forte apoio de movimentos sociais e entidades indígenas da Amazônia.

Durante a campanha, a candidatura petista reverteu a desvantagem do primeiro turno com forte mobilização digital liderada pelo deputado André Janones (Rede). Em seu discurso de vitória, Lula criticou a atuação das big techs, citando a interferência do Instagram no alcance das peças eleitorais, e prometeu regulamentar as plataformas digitais no país.

Vitória na Amazônia Legal e reação do agronegócio

Na Amazônia Legal, o presidente assegurou votações expressivas no Amazonas, Pará, Amapá e Maranhão. Por outro lado, estados com forte presença da atividade agropecuária, como Acre, Mato Grosso, Rondônia, Roraima e Tocantins, deram vitória expressiva a Flávio Bolsonaro, a quem Lula classificou como 'representante genuíno do milicianismo'.

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Apoio indígena e desafios no transporte eleitoral

A vitória foi celebrada por diversas lideranças socioambientais. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e a Coiab destacaram a resistência das comunidades originárias nas urnas. Marcivana Sateré-Mawé, da Copime, atribuiu o resultado ao engajamento da juventude em defesa da democracia.

O pleito também foi marcado por denúncias de falta de transporte para eleitores em áreas isoladas. Após cobranças de Mariazinha Baré, da Apiam, e de outras entidades, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, autorizou o apoio logístico para garantir o deslocamento de indígenas e quilombolas até as seções eleitorais.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade