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A campanha de lula ganha novos contornos com o anúncio de medidas sociais importantes para tentar reverter a desaprovação e conquistar os eleitores indecisos. A mudança de postura ocorre em um cenário eleitoral acirrado, onde cada voto é decisivo para o futuro político do país.
Por Paulo Kliass*, em Outras Palavras
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva parece ter decidido partir para o ataque diante das dificuldades na corrida eleitoral. Economistas progressistas criticavam os riscos do Novo Arcabouço Fiscal (NAF).
O governo manteve uma postura estagnada em pautas essenciais. A justificativa constante era a falta de recursos para investir em programas sociais voltados à população de baixa renda.
A obsessão por metas fiscais rígidas e juros altos pesou na avaliação popular. As pesquisas mostravam dificuldades em convencer os brasileiros de que o mandato merecia continuidade.
As medidas anunciadas pautam debate
Lula percebeu que apenas citar o crescimento do PIB ou a queda no desemprego não bastava. A população sofre com a alta nos preços dos alimentos, que superam os salários.
Em eventos recentes, o candidato criticou a austeridade fiscal. Ele precisou enfrentar a resistência da própria área econômica para viabilizar o aumento de despesas públicas.
Entre as ações confirmadas está o reajuste nos valores do Bolsa Família. O benefício passou para R$ 691, repondo parcialmente o poder de compra perdido ao longo dos últimos anos.
Bolsa Família, canetas e fim das bets
O governo também incluiu as canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida visa atender pacientes com obesidade e diabetes que correm riscos de saúde.
O debate sobre a taxa das blusinhas gerou incertezas, mas o governo buscou maior isonômia. A proibição das apostas esportivas, as bets, atendeu a uma demanda urgente da sociedade.
A proliferação das bets gerou um endividamento alarmante nas famílias. A decisão de proibir a atividade buscou conter esse grave problema social e de saúde pública.
Propostas futuras e desafios
Apesar da melhora na aprovação, o cenário continua incerto. Novas propostas poderiam consolidar o apoio popular, a exemplo do modelo de Tarifa Zero no transporte público.
Estudos iniciais apontavam custos elevados, mas defensores apontam gastos ainda maiores com juros da dívida. O reajuste do salário-mínimo também segue no centro dos debates econômicos.
O governo enviou ao Congresso o PLDO e o PLOA para 2027 com um valor de R$ 1.741 para o salário mínimo. Críticos apontam que o índice precisa de correções maiores.
A disputa segue acirrada na reta final. Medidas voltadas à melhoria da renda e dos serviços públicos continuam sendo essenciais para atrair o eleitorado indeciso.
*Doutor em economia e membro da carreira de Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental do governo federal.
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