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Durante a 4.ª edição da Bienal de Luanda, marcada para os dias 22 e 23 de Outubro, Angola pretende instar os Estados-membros da União Africana a priorizarem a gestão da água e o planeamento hídrico no continente.

O Executivo angolano reconhece que a escassez de recursos e a seca prolongada no sul do território continuam a aprofundar a crise social local.

Essa situação dramática reflete-se diretamente no avanço da subnutrição, no crescimento do abandono escolar e na proliferação de deslocados climáticos devido à fome.

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Embora o país detenha cerca de 12% da água doce da África Austral, dispondo de milhares de rios e dezenas de bacias, metade da população ainda carece de acesso regular ao recurso.

Narciso Ambrósio, director do Instituto Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, defende que a resposta estrutural exige tanto a recuperação de estruturas antigas quanto a edificação de novas obras.

“São infra-estruturas que, algumas delas bastante onerosas, como estas barragens do Ndúe e do Calucuve, mas que são necessárias para a questão do abastecimento de água”, explicou o dirigente.

O responsável destacou ainda que a finalização da re recuperação de pequenas barragens no Namibe já evitou conflitos locais e garantiu o fornecimento para o gado e para a agricultura.

Contudo, a governação integrada permanece indispensável para travar o impacto negativo da seca na educação e na agricultura familiar das comunidades afetadas.

O lema escolhido para o evento serve como um aviso severo aos líderes africanos sobre a necessidade de planeamento preventivo diante dos riscos climáticos.

“A água e a questão de conflitos é justamente um alerta! Para que os Estados membros da União Africana comecem a dar a devida importância naquilo que é a gestão, planeamento dos recursos hídricos”, pontuou Narciso Ambrósio.

Para reforçar a cooperação regional, o país mantém a cogestão de cinco importantes bacias hidrográficas transfronteiriças com nações vizinhas da África Central e Austral.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade