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A carta de compromisso contra a violência no campo nas Eleições de 2026 foi lançada por dezenas de organizações sociais para exigir que candidatos e candidatas coloquem a pauta agrária e ambiental como prioridade nos debates políticos do país.

MST e outras entidades assinam o documento que denuncia as agressões constantes sofridas por comunidades camponesas, indígenas e quilombolas em várias regiões brasileiras.

A iniciativa teve origem na urgência de combater o histórico de ameaças, expulsões e grilagens que colocam em risco a sobrevivência dos povos tradicionais e dos trabalhadores rurais.

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Em 2025, dados da Comissão Pastoral da Terra apontaram milhares de ocorrências de conflitos agrários. Embora tenha havido uma variação em relação ao ano anterior, os índices continuam alarmantes.

O Conselho Indigenista Missionário também documentou centenas de invasões em terras demarcadas, evidenciando um cenário de vulnerabilidade extrema para essas populações.

Os números refletem perdas humanas irreparáveis e a destruição de modos de vida fundamentais para a preservação ambiental e a soberania alimentar da nação.

Não haverá justiça ambiental sem justiça agrária

A crise climática atual intensifica a necessidade de proteger quem cuida diretamente dos recursos naturais. Secas e desmatamentos afetam de forma severa as comunidades do campo.

Por isso, a preservação da natureza deve estar atrelada à garantia de direitos sociais e à implementação rigorosa da Reforma Agrária em âmbito nacional.

O compromisso que esperamos

As diretrizes exigem que os futuros governantes assumam obrigações firmes com a segurança das lideranças locais e a punição célere de crimes rurais.

Também cobram o fortalecimento de órgãos de fiscalização contra o desmatamento ilegal e a exploração predatória dos ecossistemas.

Contra a violência nas áreas rurais e em defesa da democracia, os movimentos reforçam que o voto consciente é uma ferramenta essencial de transformação social.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade