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Aos 27 anos, a chef, nutricionista e educadora social Leila Manhães é uma das 24 participantes da nova temporada do reality show Chef de Alto Nível, na TV Globo, com estreia marcada para o dia 13 de outubro. Na competição de culinária, a profissional carioca promete destacar a ancestralidade, referências afro-indígenas e ingredientes locais, recusando-se a abandonar seus princípios diante das câmeras e levando a própria história para rede nacional.
Formada pela UFRJ e à frente do empreendimento de comida afrodiaspórica sustentável IRAIZATO, Leila constrói uma gastronomia pautada pelo impacto social e pela conscientização ambiental. A cozinheira reforça que a valorização de saberes tradicionais e de pequenos produtores é a base de sua identidade na cozinha.
Da infância em macaé à projeção nacional
A relação de Leila com a culinária começou na infância, ajudando o pai a vender salgados em Macaé. Após atuar na área administrativa, percebeu que sua verdadeira realização estava na gastronomia criativa. Essa guinada a levou para a faculdade de Nutrição, onde buscou unir a alimentação ao território e à cultura.
Entre as principais características da atuação profissional da chef destacam-se:
- Uso de técnicas, saberes e ingredientes indígenas e afro-diaspóricos.
- Valorização de alimentos agroecológicos e de produtores locais.
- Práticas sustentáveis e conscientização ambiental por meio da educação alimentar.
- Respeito à ancestralidade com o uso de utensílios tradicionais, como o pilão, mesmo em ambientes de competição.
Resistência cultural e novos rumos
Um ponto de virada em sua carreira ocorreu aos 21 anos, quando pediu demissão de um restaurante em Macaé em busca de crescimento. Pouco depois, integrou a equipe do Kaza 123, um importante espaço de resistência e valorização da cultura negra em Vila Isabel, no Rio de Janeiro.
Agora, com a participação no programa Chef de Alto Nível, Leila vê sua trajetória consolidar-se em rede nacional. Para ela, o momento representa a abertura de portas e a oportunidade de validar um trabalho focado na verdade, na memória afetiva e na comida com propósito social.
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