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O presidente de transição da Guiné-Bissau, o general Horta Inta-A, detalhou no palácio presidencial em Bissau as recentes transferências de efetivos da força anti-golpe, rejeitando a ideia de que tenha ocorrido um desmantelamento de milícias no país.
Durante a cerimónia de graduação de oficiais-generais, o chefe de Estado explicou que os elementos foram realocados para diferentes unidades militares e forças de segurança, passando a integrar formalmente a estrutura institucional.
Entre as instituições que receberam os militares estão a Polícia de Ordem Pública, o Serviço de Informação de Estado e a Guarda Nacional.
Segundo o general, o objetivo principal foi enquadrar esses jovens de forma legítima nas Forças Armadas, garantindo que deixassem de atuar como milícias informais.
Contudo, o presidente de transição fez um severo alerta sobre o armamento que ainda estaria na posse desses elementos em suas residências particulares.
Ter arma em casa pode dar azar, advertiu o chefe de Estado, exigindo que os comandantes atuem firmemente para recolher todo o material bélico não autorizado.
O governante destacou que qualquer militar descoberto com armamento em casa será punido rigorosamente, pois nenhum deles possui direito legal a tal privilégio.
Além da questão militar, Horta Inta-A criticou o uso de redes sociais para a propagação de divisões políticas e exortou a população à moderação nos discursos.
As mexidas nas forças de segurança ocorrem na sequência do golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, período marcado por profundas alterações na administração pública guineense.
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