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A terceira Cimeira Rússia-África arranca nesta quarta-feira, 28 de Outubro, em Moscovo, contando com a presença de uma delegação de Luanda focada em dinamizar laços económicos e ampliar parcerias estratégicas com o governo russo.

A participação angolana no fórum, que se estende até quinta-feira, 29 de Outubro, surge para testar as relações diplomáticas bilaterais. O cenário inclui o distanciamento de Angola em relação à guerra na Ucrânia, o afastamento de empresas russas do país e a detenção recente de cidadãos da Rússia.

Apesar de o embaixador russo em Luanda garantir que a cooperação permanece estável, a aproximação do Presidente João Lourenço aos Estados Unidos e ao Ocidente aponta para outro sentido, sobretudo após o líder angolano recusar diversos convites de Moscovo nos últimos anos.

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A comitiva de Angola é liderada por Dionísio da Fonseca, ministro de Estado e chefe da Casa Civil da Presidência da República. A viagem ocorre sob o pano de fundo de tensões diplomáticas e de um esforço mútuo para manter canais de diálogo abertos.

Do lado russo, o embaixador Alexander Bryantsev assegura que os laços continuam excelentes. Segundo o diplomata, o evento abrange debates que vão desde a economia até às novas tecnologias de informação.

O programa oficial conta com a abertura conduzida pelo Presidente da Rússia, Vladimir Putin, seguida por encontros com líderes de blocos regionais. O fórum económico prevê mais de 40 painéis temáticos voltados para prioridades estratégicas de Moscovo.

Dados divulgados apontam que o volume de trocas comerciais entre a Rússia e o continente africano ultrapassou os 27 mil milhões de dólares em 2025. À margem da cimeira, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, reúne-se com homólogos africanos.

O evento internacional é co-presidido por Vladimir Putin e pelo atual chefe de Estado do Burundi e líder em exercício da União Africana, Évariste Ndayishimiye.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade