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O INCA alerta que o câncer de mama atinge com maior agressividade e tardiamente as mulheres negras no país. Embora a incidência global da doença seja estatisticamente menor entre essa população quando comparada às mulheres brancas, pretas e pardas enfrentam com mais frequência tumores de comportamento severo, a exemplo do subtipo triplo-negativo.
Essa constatação integra o lançamento da publicação Disparidades raciais na incidência do câncer de mama, que forma o primeiro volume da série focada na saúde feminina negra pelo instituto.
A apresentação oficial ocorreu durante as programações do Outubro Rosa e coincidiu com o Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra. Conforme Márcia Sarpa, coordenadora de Prevenção e Vigilância do INCA, cerca de 60% dos diagnósticos em mulheres negras ocorrem em fases avançadas.
Especialistas reforçam que desigualdades socioeconômicas e barreiras estruturais de acesso à saúde pública dificultam o atendimento oportuno. A cartilha Saúde com axé: mulheres negras e prevenção do câncer também foi lançada para ampliar o alcance educativo em comunidades tradicionais.
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