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A crise da habitação em Portugal afeta de maneira profunda e direta tanto os imigrantes quanto os refugiados que buscam moradia nas grandes cidades. A constatação foi destacada por Omar Al-Hayali, um refugiado iraquiano e estudante de Psicologia que vive no país desde 2019.
Durante um debate sobre despejos realizado na Acampada do Rossio, em Lisboa, Omar compartilhou suas vivências. Ele relatou que o impacto da escassez de moradias acessíveis vai muito além do aspecto financeiro, gerando também sérios danos psicológicos e angústia nos primeiros meses de chegada.
Segundo o mediador intercultural, muitos estrangeiros evitam participar de manifestações por receio de represálias ou por causa da jornada exaustiva de trabalho. Apesar disso, ele reforça a importância de ocupar esses espaços para dar voz aos que permanecem vulneráveis.
O cenário é agravado por barreiras como a discriminação racial e o preconceito na hora de alugar imóveis. Dados de inquéritos recentes apontam que a grande maioria dos imigrantes já enfrentou algum tipo de rejeição ou tratamento abusivo por parte de senhorios.
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