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Em uma cerimônia marcante para as relações exteriores do Brasil, o Palácio Itamaraty, em Brasília, empossou os novos alunos do curso de Formação de Diplomatas do Instituto Rio Branco. O evento formalizou a entrada inédita de diplomatas indígenas e quilombolas na carreira, quebrando a tradicional homogeneidade de uma das instituições mais antigas do país.
A admissão incluiu Marcelo Kariri Menezes, do povo Kariri, e Idjahure Terena, do povo Terena, além de uma representante quilombola. O grupo integra a turma que inicia a capacitação de dois anos, reunindo cerca de 60 aprovados no concurso público da categoria.
Representatividade no cenário internacional
Durante o evento, autoridades federais reforçaram a importância de fazer com que o corpo diplomático reflita a pluralidade étnica da sociedade brasileira. A ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, apontou a posse como um compromisso de Estado com a diversidade.
O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, celebrou a ocupação técnica desses espaços de decisão. A cerimônia também contou com a presença do escritor Ailton Krenak, que pontuou a relevância de novos saberes na diplomacia.
Perfil da turma
O processo seletivo deste ciclo bateu recordes de inclusão, impulsionado por ações afirmativas e cotas raciais.
Composição diversa: A turma conta com 17 diplomatas negros, sete pessoas com deficiência, dois indígenas e uma quilombola.
Presença feminina: As mulheres representam 45% dos convocados, maior proporção da história da instituição.
A incorporação dos novos profissionais reforça o impacto do Programa de Bolsa-Prêmio de Vocação para a Diplomacia, que apoia candidatos de baixa renda. A formação segue até 2028 antes da atuação em missões internacionais.
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