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A diplomacia brasileira registrou um momento histórico nesta quarta-feira (4), em Brasília, com a posse de novos diplomatas indígenas no Ministério das Relações Exteriores (MRE). O evento no Palácio Itamaraty simboliza uma mudança significativa na composição do corpo diplomático, integrando vozes de povos originários e comunidades tradicionais aos espaços de decisão do Estado.
Entre os empossados, destacam-se Marcelo Kariri Meneses e Idjahure Achkar de Mendonça Pinto, representantes dos povos Kariri e Terena. Também ingressou na carreira Helen Jaine Gomes Borgens, de 25 anos, oriunda da comunidade quilombola do Retiro, em Goiás.
Representatividade e novos horizontes
A nova turma do Instituto Rio Branco conta com 60 profissionais, sendo que 27 deles integram grupos historicamente sub-representados. O quadro inclui 17 pessoas negras e sete com deficiência, além da expressiva marca de 45% de participação feminina, a maior da história da instituição.
A inclusão foi viabilizada por novas regras de ações afirmativas no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), que reservou vagas específicas para esses grupos. Essa medida busca não apenas ampliar o acesso, mas também enriquecer as discussões internacionais com perspectivas sobre direitos humanos, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável.
Fortalecimento da carreira
O ingresso desses novos servidores é acompanhado por políticas de apoio, como o programa Kuntari Katu e a concessão de bolsas de estudo em parceria com o CNPq. O desafio agora é integrar esses conhecimentos à política externa, garantindo que a pluralidade da sociedade brasileira esteja refletida na atuação do país perante a comunidade internacional.
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