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O Enem tem se tornado uma porta de entrada para o ensino superior graças à atuação de cursinhos populares, que oferecem suporte a candidatos em situação de vulnerabilidade social. Entre eles está Raimundo dos Santos Nascimento, de 62 anos, um dos mais de 13 mil inscritos na edição de 2026 com essa faixa etária, que busca uma vaga no curso de psicologia na UnB após superar um período em situação de rua.

O projeto Jovem de Expressão (JEX), sediado em Ceilândia, no Distrito Federal, acumula 17 anos de experiência na preparação gratuita para exames. A unidade integra a Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que atende mais de 58 mil estudantes da rede pública, priorizando grupos historicamente marginalizados, como pessoas negras, indígenas e de baixa renda.

Impacto social e pedagógico

A iniciativa vai além do ensino tradicional, oferecendo suporte para quem precisa conciliar o estudo com jornadas exaustivas de trabalho. Para muitos, como a diarista Márcia Regina, o cursinho representa uma oportunidade de retomar projetos educacionais interrompidos há décadas, contando com um ambiente de acolhimento e superação de barreiras, inclusive psicológicas.

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O suporte técnico e financeiro do Ministério da Educação (MEC) é fundamental para a viabilidade dessas unidades. O investimento de até R$ 163,2 mil por polo permite a contratação de professores e a manutenção da infraestrutura. Além disso, o auxílio-permanência de R$ 200 mensais tem sido um diferencial para que alunos como Victória Santos consigam manter o foco exclusivo nos estudos nesta reta final.

Calendário do exame

O Enem 2026 será realizado nos dias 8 e 15 de novembro. Os portões abrem às 12h e fecham pontualmente às 13h, com início das provas às 13h30. No primeiro dia, os candidatos enfrentam questões de linguagens, ciências humanas e a redação. No segundo, o foco é matemática e ciências da natureza.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade