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O Ministério Público de São Paulo instaurou uma representação para investigar a loja Arthur Caliman, situada na zona Sul da capital paulista, devido a uma vitrine que exibia manequins negros em posições de subordinação frente a figuras brancas. O caso, que gerou ampla repercussão, foi encaminhado à Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos – Inclusão Social para análise detalhada sobre possíveis práticas discriminatórias.
A denúncia foi formalizada na última terça-feira, dia 3. Imagens que circularam nas redes sociais evidenciaram que os manequins negros vestiam aventais, simulando funções de atendimento, enquanto os manequins brancos trajavam roupas de gala. A ausência de diversidade na representação das posições despertou questionamentos sobre o viés da montagem.
Vitrine da loja Arthur Caliman apontada como racista. (Imagem: Reprodução/Redes sociais)
Posicionamento da empresa
Em nota oficial, a Arthur Caliman refutou veementemente qualquer acusação de racismo ou discriminação. Segundo a marca, a disposição dos manequins visava apenas criar contrastes visuais entre as cores das peças de vestuário e os tons das figuras.
A empresa alegou que a composição utilizou manequins pretos com trajes brancos e um manequim branco com vestido azul-escuro. "Jamais houve a intenção de transmitir qualquer mensagem de cunho racial", afirmou a rede. Após a repercussão negativa, a loja informou que realizou a substituição imediata dos elementos da vitrine para sanar o desconforto gerado.
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