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Uma loja de vestidos de luxo localizada na zona sul de São Paulo alterou a disposição de sua vitrine após ser alvo de uma denúncia de racismo. O estabelecimento, chamado Arthur Calliman, exibia manequins negros utilizando aventais em uma posição de serviço para manequins brancos que vestiam trajes de festa, gerando forte repercussão negativa nas redes sociais.
Diante do cenário, uma representação formal foi protocolada na última terça-feira (03/11) junto ao Ministério Público de São Paulo (MPSP). O órgão confirmou que o caso está sendo analisado pela Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos – Inclusão Social.
Após a polêmica, a vitrine foi substituída por uma nova composição, que agora apresenta apenas manequins brancos encenando o atendimento a uma cliente. A mudança ocorreu logo após a repercussão pública das imagens.
Posicionamento da empresa
Em nota oficial enviada à imprensa, a Arthur Calliman negou qualquer intenção discriminatória. A marca argumentou que a escolha dos manequins segue critérios estéticos focados no contraste com as peças expostas, não havendo, segundo a loja, o objetivo de transmitir mensagens de cunho racial.
A empresa lamentou o desconforto gerado e reforçou que, ao ser questionada, prontamente realizou a substituição dos itens. A loja também apresentou registros fotográficos anteriores, alegando que já utilizou manequins de pele escura em outras montagens de vitrine sem que houvesse questionamentos.
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