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Pessoas negras de baixa renda enfrentam índices alarmantes de diabetes sem o devido acompanhamento médico no Brasil, conforme aponta um estudo recente conduzido por especialistas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e divulgado em agosto pela revista científica PLOS One. Os dados revelam que 79,6% dos homens e 79,1% das mulheres pertencentes a esse grupo demográfico recebem assistência inadequada.

Intitulado “Avaliação da adequação da assistência a indivíduos com diabetes no Brasil: a intersecção entre gênero, raça e perfil socioeconômico”, o trabalho investigou informações da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) realizada em 2019. O levantamento abrangeu 6.967 adultos com 18 anos ou mais que confirmaram o diagnóstico clínico da condição.

Os resultados destacam barreiras estruturais significativas no acesso à saúde pública de qualidade. A intersecção entre raça, gênero e renda acentua a vulnerabilidade social, refletindo diretamente no controle e na qualidade de vida dos pacientes afetados pela enfermidade em todo o território nacional.

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FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade