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Nesta terça-feira, a missão de observação eleitoral da União Europeia apresentou suas avaliações preliminares sobre as eleições são-tomenses realizadas no domingo em São Tomé e Príncipe. Ao elogiarem o ambiente pacífico da votação, os observadores trouxeram à tona alertas importantes sobre a transparência do financiamento de campanhas e uma possível politização da justiça local.

O eurodeputado Sérgio Humberto, chefe da missão europeia, destacou em conferência de imprensa que os preparativos seguiram o calendário oficial. A Comissão Eleitoral Nacional manteve a estabilidade apesar de recursos limitados e restrições financeiras.

Segundo o responsável, o dia do pleito transcorreu de maneira ordeira. O dirigente apontou melhorias logísticas significativas, como a reorganização das urnas para preservar o sigilo dos eleitores, mantendo uma afluência comparável à registrada nas eleições presidenciais de julho.

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Apesar do balanço positivo sobre a administração do escrutínio, a delegação internacional registrou contratempos pontuais. Foram relatados atrasos na abertura de assembleias de voto e casos de cidadãos impossibilitados de exercer a cidadania por falhas no cadastro.

O ponto mais crítico levantado pelos observadores envolveu questionamentos generalizados sobre a independência dos tribunais. Partes interessadas manifestaram receios quanto à influência política no poder judicial, citando a exclusão de candidatos da coligação MCI-PS/PUN durante a disputa.

A missão da União Europeia permanecerá no país arquipélago até o encerramento total da fase pós-eleitoral. Um relatório completo com diretrizes e recomendações será divulgado daqui a dois meses para auxiliar futuros pleitos na região.

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FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade