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A escassez de combustíveis voltou a afetar a cidade de Maputo, capital de Moçambique, com forte impacto na disponibilidade de gasolina e longas filas em postos de abastecimento nesta terça-feira (30).
Motoristas que circulam pela região expressam grande frustração com o cenário atual. O cidadão João Alberto relatou as dificuldades enfrentadas durante a manhã para tentar abastecer o seu veículo.
“Há crise de facto, crise de combustível, estamos mesmo mal, é a segunda bomba onde venho hoje, não temos combustível, principalmente a gasolina”, afirmou Alberto.
Diante da situação, que se repete em pouco menos de três meses, os condutores cobram explicações e providências das autoridades governamentais moçambicanas responsáveis pela importação e distribuição.
Outro automobilista destacou o desgaste gerado pela falta do produto nos postos locais. Para ele, a incerteza constante compromete a rotina e gera revolta entre os cidadãos afetados.
Além da escassez e dos preços elevados por litro, denúncias apontam para a proliferação da venda no mercado informal e critérios pouco transparentes no atendimento.
O morador Jaime Tamo criticou a forma como alguns postos gerenciam o estoque limitado. Segundo ele, a seleção de veículos privilegiados revolta quem aguarda há horas na fila.
Posicionamento oficial do governo
Em comunicado enviado às redações, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) assegurou que o abastecimento no país ocorre com normalidade.
O órgão governamental negou qualquer ruptura de estoques e justificou que as filas recentes decorrem apenas de constrangimentos logísticos registrados durante o fim de semana prolongado.
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