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Alunos e professores da rede municipal de Campinas desenvolveram 14 maquetes táteis tridimensionais com o objetivo de fortalecer a educação antirracista nas escolas locais neste semestre. O projeto inédito, que une história e acessibilidade, recria monumentos históricos e personalidades negras marcantes para a cultura afro-campineira, permitindo o aprendizado inclusivo de crianças e jovens.

A ação foi idealizada por estudantes do ensino fundamental vinculados ao Gaiah (Centro de Gestão e Apoio à Inclusão de Alunos com Altas Habilidades/Superdotação). A iniciativa faz parte do projeto de pesquisa "Rotas Afro Acessível" e contou com o apoio do Arquivo Municipal, que forneceu documentos históricos e plantas baixas para as reproduções.

Entre os modelos produzidos estão representações de figuras como Laudelina de Campos Melo e Carlos Gomes, além de réplicas da antiga Igreja do Rosário e do Monumento à Mãe Preta. Para conhecer outras ações culturais e educativas na região, confira a nossa programação completa.

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Inovação pedagógica e impacto social

De acordo com Mariana Volpato, assessora de projetos da Secretaria de Educação, o projeto nasceu do diálogo com os próprios alunos. A proposta pedagógica busca combater o preconceito ao ler a cidade como um espaço ativo de conhecimento, estimulando a empatia e a cultura de paz desde a infância.

Os materiais impressos em 3D serão distribuídos para escolas municipais de ensino fundamental (Emefs) até o fim do ano. Segundo a professora Aline Veltrone, do Gaiah, as peças táteis enriquecem o currículo escolar e beneficiam não apenas alunos com deficiência, mas toda a comunidade da Região Metropolitana de Campinas (RMC).

O projeto expandiu seu alcance neste ano, incluindo a educação infantil em visitas guiadas na Estação Cultura, além de turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). O trabalho conjunto envolveu órgãos como o Proerer e o Cemapa, consolidando uma rede de apoio à diversidade e à inclusão.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade