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O Índice Mo Ibrahim de Governação em África (IIAG) de 2026, divulgado neste sábado na cidade do Cairo, revela que a governação no continente registou progressos na última década. Contudo, o documento alerta que os ganhos obtidos permanecem desiguais e frágeis, impactados pela deterioração contínua nos setores de segurança, participação cidadã e Estado de direito.

De acordo com os dados do novo relatório, foram detetadas melhorias económicas em 44 países. Houve também avanços no desenvolvimento humano, infraestruturas, saúde e educação, embora o ritmo dessas transformações ainda seja considerado ténue pelos analistas.

"Os resultados do IIAG de 2026 destacam a resiliência de África num ambiente global difícil. Mostram também que muitos países conseguem alcançar desenvolvimento económico e humano apesar da deterioração da segurança e do Estado de direito", afirmou Mo Ibrahim, presidente e fundador da Fundação Mo Ibrahim.

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As infraestruturas lideram o crescimento entre as 16 subcategorias avaliadas, impulsionadas principalmente pela expansão da rede móvel e pelo maior acesso à energia e à internet. Além disso, a educação apresentou melhorias em 34 países, englobando 75% da população continental, enquanto a saúde evoluiu em 40 nações, cobrindo 87% dos habitantes africanos.

Em contrapartida, a fundação aponta que a segurança e o Estado de direito pioraram em 34 países, afetando 78% da população. Setores como participação, direitos e inclusão também sofreram retrocessos em 31 nações, representando cerca de 60% dos cidadãos do continente.

As Seicheles mantêm a liderança na classificação geral, que avalia 54 países. Marrocos conseguiu integrar o grupo dos dez primeiros colocados, substituindo a Tunísia. No extremo oposto, Angola e a República do Congo deixaram o grupo das dez piores pontuações, cedendo lugar à Líbia e à Guiné-Bissau.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade