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Uma investigação do MPF foi instaurada em Mato Grosso do Sul para apurar denúncias sobre ataques e intimidações contra comunidades indígenas no Estado. A medida ocorre após a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) acionar órgãos federais relatando uma escalada de violência, incluindo ameaças e suspeitas de contaminação de água após o segundo turno das eleições de 2026.

O Ministério Público Federal (MPF/MS) mobilizou frentes regionais para verificar a veracidade das acusações. Em Naviraí, diligências descartaram crimes contra indígenas, revelando que boatos sobre assassinatos eram, na verdade, desinformação envolvendo um conflito familiar sem motivação étnica.

Esclarecimentos em Naviraí e foco em Tacuru

Em Naviraí, o procurador Marco Antonio Delfino de Almeida confirmou, após checagem, que as vítimas de um crime local não possuíam histórico de pertencimento indígena. Imagens do caso foram distorcidas nas redes sociais para alimentar falsas narrativas.

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Já no município de Tacuru, a situação é tratada com rigor. O 6º Ofício da Procuradoria da República em Dourados investiga denúncias de intimidação e ameaças de envenenamento de água. O MPF exigiu que a Prefeitura de Tacuru preste esclarecimentos em até 48 horas sobre áudios ameaçadores.

O órgão recomendou, ainda, o afastamento cautelar de servidores públicos caso a autoria das ameaças seja confirmada. A medida visa garantir a segurança das populações e a lisura dos processos administrativos. Para mais detalhes sobre o contexto regional, confira o histórico de perseguição política na Região Sul.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade