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O Conselho de Ministros de Angola analisou, no final de setembro de 2026, em Luanda, uma proposta do governo para cobrar taxas pelos atendimentos de socorro médico. A medida, que altera o panorama da saúde em Angola, visa garantir a sustentabilidade do Instituto Nacional de Emergências Médicas de Angola (INEMA), mas enfrenta forte resistência da classe médica, que teme os impactos da cobrança na assistência à população mais vulnerável.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Carlos de Sousa, a introdução de pagamentos para a assistência pré-hospitalar, focada especialmente em particulares, é essencial. O executivo argumenta que a arrecadação de receitas permitirá melhorar a qualidade do atendimento, conservar ambulâncias e investir na formação e retenção de profissionais qualificados.

No entanto, o Sindicato Nacional dos Médicos de Angola (SMEA) manifestou profunda preocupação com a iniciativa. A entidade defende que a missão primordial do INEMA é salvar vidas gratuitamente. Para o secretário-geral do sindicato, Miguel Sebastião, a cobrança de taxas antes do atendimento pode impedir o socorro imediato a cidadãos sem recursos financeiros.

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Desafios no socorro pré-hospitalar

A discussão levanta um debate crucial sobre o financiamento público de setores vitais. Enquanto o governo busca alternativas para manter a infraestrutura operacional ativa, os profissionais alertam que barreiras financeiras em momentos de extrema urgência, como acidentes de trânsito, podem resultar em mortes evitáveis ainda no local da ocorrência.

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FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade