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Lideranças dos povos Kayapó e Panará realizaram um protesto na rodovia BR-163, em Novo Progresso, no Pará, para cobrar o cumprimento de medidas de compensação pela Via Brasil. O ato, ocorrido nesta sexta-feira (25), reuniu organizações indígenas preocupadas com o fim das ações emergenciais.

Representados pelo Instituto Kabu, Associação Iakiô e Associação Indígena Mantinó, os manifestantes alertam que o terceiro ciclo de medidas protetivas encerra em 30 de setembro. Sem a formalização do quarto ciclo, a infraestrutura e a vigilância nas Terras Indígenas Panará, Baú e Menkragnoti ficam ameaçadas.

Impasse nos acordos

As comunidades enviaram propostas à concessionária e à Justiça Federal em agosto de 2026. Contudo, a resposta da Via Brasil foi considerada insuficiente após pedir mais prazo para análise técnica. O ISA acompanha o caso.

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Doto Takak-Ire, presidente do Instituto Kabu, criticou a demora na aprovação do Plano Emergencial. O Ministério Público Federal em Altamira foi acionado para encaminhar as reivindicações à Justiça.

Atrasos e pressão territorial

O cenário é agravado por atrasos na entrega do Componente Indígena do Plano Básico Ambiental (PBA-CI) definitivo pela Funai. O plano, previsto para janeiro, só foi protocolado em maio, sem a devida consulta prévia às comunidades afetadas.

Além disso, dados da Rede Xingu+ apontam que o garimpo ilegal avança sobre os limites territoriais, utilizando a própria rodovia como rota logística. Para as lideranças, a manutenção das equipes de proteção é urgente e inegociável.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade