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Sem suporte efetivo do poder público, comunidades tradicionais no Amazonas adotam medidas urgentes de adaptação climática diante do avanço da seca severa e das ondas de calor intensificadas pelo fenômeno El Niño.

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – No Amazonas, populações indígenas e ribeirinhas convivem desde setembro com a intensificação da estiagem e o calor extremo. A falta de chuvas obriga essas comunidades a modificarem suas rotinas de produção de alimentos, navegação fluvial, captação de água e organização coletiva de forma totalmente independente.

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Na região, o período coincide com o chamado 'verão amazônico'. Além das condições meteorológicas extremas, os moradores enfrentam os reflexos de crimes ambientais, como desmatamentos e queimadas ilegais, que geram uma densa fumaça tóxica no entorno de Manaus e no sul do estado.

Na Terra Indígena Kwatá-Laranjal, território ancestral dos povos Munduruku e Sateré-Mawé em Borba, os moradores criaram poços artesianos e regras locais de pesca. A intenção é racionar os recursos naturais e conscientizar os moradores sobre o uso seguro do fogo nas roças tradicionais.

Por sua vez, na comunidade Lago do Jatuarana, situada na zona rural de Manaus, o nível crítico dos rios prejudica o transporte e a agricultura de subsistência. As famílias locais relatam dificuldades logísticas e a necessidade urgente de apoio humanitário e insumos básicos.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade