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A luta de classes e as pressões sobre os territórios tradicionais revelam que as violências enfrentadas por comunidades e povos originários não constituem fatos isolados na conjuntura brasileira. Elaborado por Onir de Araújo, Ivan Cesar Cima e Roberto Liebgott e divulgado pelo Cimi, o debate aponta para uma estrutura histórica de dominação colonial voltada a subordinar a terra e a vida aos interesses da acumulação privada.

A partir da realidade vivida por indígenas e quilombolas, torna-se evidente que a disputa central ultrapassa a simples posse da terra ou a definição de marcos legais. O que está em jogo é a própria sobrevivência dessas coletividades, englobando a preservação de culturas, línguas, espiritualidades e laços ancestrais com o espaço.

Essas reivindicações cruzam a formação do Estado, a estrutura fundiária e o modelo econômico vigente. A mesma lógica que move a especulação imobiliária nas cidades também orienta o agronegócio e a mineração no campo, convertendo bens naturais em ativos mercantis.

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Para essas populações, o território transcende a noção de recurso econômico. Trata-se do espaço coletivo da memória, da produção de alimentos e da transmissão de saberes entre gerações, cuja defesa se consolida como exigência central para o futuro democrático e ambiental da sociedade.

3 de novembro de 2026

Onir de Araújo
Frente Quilombola no Rio Grande do Sul

Ivan Cesar Cima
Cimi Sul – Equipe Norte RS

Roberto Liebgott
Cimi Sul – Equipe Porto Alegre

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade