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Um levantamento recente revelou que 370 parlamentares brasileiros foram autores de propostas que impactam negativamente os direitos indígenas, sendo que 270 desses políticos buscam a reeleição neste domingo. O estudo, realizado pela Agência Pública com base na plataforma do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), detalha a atuação legislativa em 252 projetos focados principalmente na restrição de territórios.
As iniciativas legislativas mapeadas incluem tentativas de anular decretos de demarcação e propostas que buscam transferir ao Congresso a competência constitucional sobre o tema. Para Cleber Buzatto, do Cimi, essa movimentação reflete uma articulação entre setores políticos e interesses econômicos que buscam explorar terras tradicionalmente ocupadas.
Partidos e o cenário legislativo
A análise de mais de 41 mil votos indica que o Partido Liberal (PL) lidera o ranking de proposições e votos contrários aos povos tradicionais. Em contraste, legendas como o Partido dos Trabalhadores (PT), PSB e PCdoB concentram as votações favoráveis às pautas indígenas. Atualmente, 204 das 291 propostas em tramitação no Congresso possuem efeitos negativos para essas populações.
Principais nomes e propostas
Entre os parlamentares com maior histórico de propostas contrárias estão figuras como o deputado Marcos Pollon (PL-MS), ligado à Frente Parlamentar Invasão Zero, e o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS). Ambos defendem a segurança jurídica para produtores rurais e a alteração nas regras de demarcação. Também constam na lista o senador Zequinha Marinho (Pode-PA) e a deputada Coronel Fernanda (PL-MT), que apresentaram projetos que, segundo especialistas, fragilizam a proteção ambiental e o reconhecimento de terras.
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