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Nesta segunda-feira (21), o professor doutor em História Comparada e babalaô Ivanir dos Santos foi um dos candidatos escolhidos pelo movimento 342 Artes e pela Mídia Ninja para apresentar suas propostas de campanha para deputado federal pelo PSB-RJ. A participação colocou no centro do debate eleitoral temas centrais de sua trajetória pública, como liberdade religiosa, combate ao racismo, direitos humanos e justiça social.
A entrada de Ivanir na disputa eleitoral ocorre após décadas de atuação fora dos períodos de campanha. Nascido na antiga Favela do Esqueleto, no Rio de Janeiro, ele construiu uma sólida carreira na defesa dos direitos sociais. Em 1979, fundou a Associação de Ex-Alunos da Funabem, participando posteriormente de importantes mobilizações ligadas ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e à igualdade racial.
Luta histórica pela liberdade religiosa
Na área religiosa, Ivanir consolidou-se como uma das principais vozes do país na defesa da crença e da diversidade. Ele é o fundador da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa e lidera a articulação da tradicional Caminhada em Defesa da Liberdade Religiosa, realizada anualmente em Copacabana.
Sua relação com o movimento 342 Artes também possui histórico. Em 2019, ele participou ativamente de um ato promovido pelo grupo contra a censura e a difamação, defendendo publicamente a liberdade de expressão e o respeito às crenças.
Propostas centrais para a campanha de 2026
Durante sua apresentação na iniciativa, Ivanir destacou a necessidade urgente de ampliar a representação política de grupos historicamente marginalizados no Congresso Nacional, apontando que o Parlamento frequentemente reproduz as desigualdades sociais do país.
Entre as principais bandeiras e propostas defendidas por sua candidatura, destacam-se:
- Ampliação da proteção legal à liberdade religiosa e de expressão.
- Implementação de políticas públicas efetivas de igualdade racial.
- Maior atenção governamental e investimentos para as populações das periferias.
- Criação da chamada Bancada do Axé para representar as comunidades tradicionais de matriz africana.
A participação na iniciativa cultural reforça a aproximação da candidatura com pautas ligadas à democracia e à diversidade, ampliando o alcance de suas propostas para além dos redutos eleitorais tradicionais.
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