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A CEDEAO manifestou profunda apreensão em relação a um possível adiamento das eleições legislativas e presidenciais na Guiné-Bissau, previstas inicialmente para o mês de dezembro.
O alerta foi emitido a partir de Abuja, na Nigéria, onde a Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental instou o Alto Comando Militar a realizar consultas amplas sobre o calendário eleitoral.
Essa posição surge logo após o Governo de transição e a Comissão Nacional de Eleições alegarem a escassez de condições técnicas e operacionais para a votação.
Entre os principais entraves citados estão o descumprimento de prazos legais para candidaturas no Supremo Tribunal de Justiça e a caducidade de diretórios partidários.
Em contrapartida, legendas políticas locais como MADEM-G15, APU-PDGB e PTG solicitaram formalmente que o Alto Comando adie o pleito e estenda a transição por mais dois anos.
Essas siglas também defendem a criação de um Governo de Unidade Nacional com a missão específica de organizar o futuro processo eleitoral no país.
Como mediador regional da crise, o Senegal interveio exigindo que as autoridades locais suspendam as restrições impostas às atividades de natureza política e cívica.
O governo senegalês reforçou que qualquer alteração nas datas definidas deve resultar estritamente de debates transparentes e inclusivos com a sociedade.
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