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Durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, solicitou nesta quarta-feira, 23 de Setembro, cooperação global reforçada para garantir a segurança e a reconstrução de Cabo Delgado.

No seu discurso, o governante apontou que a organização internacional enfrenta momentos críticos. Ele citou a proliferação de conflitos, rivalidades geopolíticas, terrorismo, criminalidade transnacional e os graves impactos das alterações climáticas.

Para reverter esse cenário e restaurar a confiança global, Chapo defendeu a aplicação rigorosa do Direito Internacional. O chefe de Estado reforçou que a prevenção de crises deve basear-se estritamente na Carta das Nações Unidas.

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No âmbito da política externa, o líder moçambicano defendeu a solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano. Além disso, expressou apoio ao direito de autodeterminação do povo saharawi.

Chapo também exigiu o fim das sanções económicas direcionadas a Cuba e ao Zimbabwe. Para ele, essas medidas coercivas unilaterais prejudicam o desenvolvimento das nações afetadas.

Sobre o cenário nacional, o presidente garantiu que o país foca na consolidação da paz e no diálogo interno. Apesar dos avanços contra o terrorismo, a estabilização regional continua incompleta.

Por fim, o chefe de Estado cobrou uma representação justa para o continente africano na governação global. Ele reiterou a necessidade urgente de reformar o Conselho de Segurança da ONU.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade