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A coligação opositora PAI Terra Ranka defendeu a plena restauração da ordem constitucional e o diálogo inclusivo na Guiné-Bissau, após o anúncio do levantamento parcial das restrições políticas no país. A declaração foi feita em resposta às novas medidas divulgadas pelo Alto Comando Militar nesta semana.
Em entrevista concedida à RFI, o porta-voz da coligação, Samba Baldé, ressaltou que a posição política do grupo permanece firme. Ele destacou que a busca por uma solução pacífica e negociada sempre pautou as demandas levadas à União Africana e à CEDEAO.
Flexibilização das restrições políticas
"Nas nossas reivindicações, tanto a nível internacional como junto da União Africana e da CEDEAO, a inclusão e a restauração da ordem constitucional sempre foram os nossos principais objectivos", afirmou Baldé. Para o dirigente, a via institucional é o único caminho para superar a crise guineense.
A manifestação da aliança ocorre um dia após a junta militar flexibilizar as proibições políticas. O comunicado oficial autorizou a realização de assembleias, congressos e reuniões partidárias internas, mediante aviso prévio às autoridades locais.
Por outro lado, o Alto Comando Militar manteve o veto rigoroso a eventos públicos, como comícios, passeatas e manifestações de rua. Os militares alertaram que o descumprimento das normas vigentes resultará na intervenção imediata das forças de segurança.
Por fim, a liderança militar apelou ao civismo, patriotismo e serenidade da população e dos líderes políticos, instando todos os setores a evitarem condutas que possam incitar a violência, o tribalismo ou a instabilidade social.
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