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A Feira Preta em Teresina promoveu o encontro entre empreendedorismo, cultura e ancestralidade na sexta-feira (6 de novembro de 2026), no Memorial Esperança Garcia. Organizada pela Rede de Mulheres Negras Empreendedoras, a iniciativa reuniu expositoras locais para impulsionar a economia criativa, fortalecer a autonomia financeira e valorizar a identidade afro-brasileira na capital do Piauí.

O Memorial Esperança Garcia, espaço tradicionalmente voltado à preservação da história e cultura negra, funcionou como ponto de comercialização de produtos, articulação comunitária e exaltação do protagonismo feminino.

Autocuidado e valorização estética

A coordenadora do evento, Isabel Monteiro, destacou que a programação incluiu atendimentos focados na estética negra, com serviços dedicados a cabelos crespos, tranças e transição capilar. A gestora ressaltou que a iniciativa expandiu suas ações para bairros periféricos com um projeto itinerante.

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“As mulheres negras têm muita dificuldade de encontrar alguém que entenda e reconheça a sua dor. Foi a partir daí que comecei a levar também para as comunidades o projeto itinerante, levando autocuidado e beleza”, afirmou Isabel Monteiro.

Preservação da memória e geração de renda

Para a coordenadora do memorial, Antônia Aguiar, os encontros festivos da feira desempenham um papel essencial na transmissão da história afro-piauiense de maneira lúdica e integrativa.

Já a expositora Ana Cristina enfatizou o impacto financeiro direto da iniciativa. Segundo ela, o evento cria uma rede sólida de suporte mútuo e garante renda para diversas famílias.

A iniciativa consolida a relevância de criar ambientes onde a valorização da ancestralidade se conecta diretamente com a emancipação econômica de mulheres negras em Teresina.

FONTE/CRÉDITOS: Washington Andrade