GOOGLE Não perca nossas próximas notícias

Adicione nosso site às suas fontes preferidas para acompanhar nossas notícias. 📰

A COP31 tem início em Antalya, na Turquia, na próxima segunda-feira, reunindo lideranças globais para debater a transição energética sob o risco de a pauta ambiental perder centralidade internacional com o fim do mandato de António Guterres na liderança da ONU.

Desafios de financiamento e a dívida africana

Em entrevista à RFI, o economista guineense Carlos Lopes, presidente da Fundação Africana para o Clima, enfatizou que o continente busca transformar compromissos em recursos efetivos. Segundo ele, as negociações atuais focam demasiadamente na mitigação, ignorando a urgência das medidas de adaptação.

Lopes alertou que os países africanos continuam penalizados por elevadas taxas de juros no mercado de capitais. Em vez de um apoio financeiro justo, a transição climática corre o risco de se converter em um novo mecanismo de endividamento para as nações do Sul Global.

Publicidade

Leia Também:

Minerais estratégicos e industrialização

Sobre as vastas reservas de minerais críticos em África, o especialista destacou a necessidade de construir cadeias de valor locais. Embora a atitude política dos governos tenha mudado para maior soberania, a verdadeira transformação exige infraestrutura, recursos humanos e políticas financeiras integradas.

Mudanças na liderança da ONU e conjuntura global

Ao avaliar o fim do mandato do secretário-geral António Guterres, Carlos Lopes demonstrou preocupação sobre a manutenção da pauta ambiental no topo das prioridades mundiais. A conjuntura geopolítica atual tem deslocado o foco para a segurança energética, conflitos comerciais e a demanda por inteligência artificial.

Esse cenário de protecionismo e competição por recursos energéticos pode enfraquecer acordos multilaterais, trazendo consequências graves para a preservação ambiental e exacerbando os impactos das catástrofes naturais.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade