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A consolidação da proteção marinha em São Tomé e Príncipe tornou-se prioridade essencial após a Unesco declarar todo o território nacional como Reserva da Biosfera. A organização ambientalista Marapa alerta para a necessidade urgente de fiscalizar o cumprimento das leis ambientais na região. O objetivo é conter a degradação dos oceanos, preservar a biodiversidade e assegurar o sustento de milhares de famílias que dependem exclusivamente do ecossistema costeiro.

Iniciativas de conservação e sustentabilidade

Com mais de 80% da proteína animal consumida no arquipélago proveniente do mar, a pesca artesanal envolve diretamente até quatro mil trabalhadores locais. Em entrevista à RFI, Jorge Rio, responsável pelas pescas na ONG Marapa, enfatizou que iniciativas como a sensibilização nas escolas e a colocação de recifes artificiais têm gerado excelentes resultados na recuperação de populações de peixes sobreexploradas.

Apesar desses avanços locais, o especialista adverte que a criação de oito áreas marinhas protegidas no país exige o fim da escavação ilegal de inertes e o combate à pesca industrial clandestina. Barcos estrangeiros, focados na caça ao tubarão para a exportação de barbatanas, desequilibraram a teia alimentar e provocaram a proliferação do peixe-coelho, uma espécie danosa para as redes artesanais.

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Desafios climáticos e capacitação de quadros

Além da pressão pesqueira, as mudanças climáticas e o desvio de correntes marítimas, como a de Benguela, têm afastado espécies tradicionais como o peixe-voador. Para enfrentar essa ameaça socioeconômica, Jorge Rio defende o investimento urgente na formação de técnicos do setor marítimo e uma atuação firme do poder público para aplicar sanções contra ilícitos ambientais.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade