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A diáspora cabo-verdiana em França reuniu-se recentemente em Paris para discutir novas oportunidades de investimento e desenvolvimento no arquipélago. O encontro ocorreu após a expressiva participação dos Tubarões Azuis no Mundial de Futebol, evento que projetou a imagem do país globalmente e despertou um forte sentimento de orgulho nacional entre os cidadãos emigrados.

O evento, intitulado “Cabo Verde na Copa. Et après?”, foi promovido pelas associações 2Vision, Nos é Kriolas e Part’Ilhas. O principal objetivo foi canalizar o entusiasmo gerado pela competição esportiva em iniciativas concretas nas áreas de empreendedorismo, desporto e negócios, mantendo o engajamento da comunidade que vive em território francês.

Izilda de Brito Robalo, representante da associação Nos é Kriola, destacou que a visibilidade conquistada mudou a perceção internacional sobre os cabo-verdianos. Segundo ela, o orgulho de pertencer ao país tornou-se mais evidente nas ruas, impulsionado pelo interesse internacional gerado durante o torneio.

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O encontro contou com a presença da ex-ministra francesa Elisabeth Moreno. Ela ressaltou que, historicamente, a identidade de Cabo Verde em França estava ligada à cultura, especialmente à música de Cesária Évora. Agora, o desporto consolidou valores universais como a resiliência e a coragem, agregando valor à imagem da nação.

Por sua vez, a agente desportiva Maria Tavares Malfoy abordou o impacto positivo da competição para os atletas africanos e afrodescendentes. A profissional enfatizou a importância de investir em infraestruturas locais, como academias e centros de estágio, para impulsionar ainda mais o ecossistema desportivo.

Apesar do otimismo, persistem desafios estruturais. Sidaline Lefebvre Gomes Semedo, da associação Part’Ilhas, apontou que barreiras burocráticas e aduaneiras ainda dificultam a concretização de projetos por parte de quem vive na Europa, exigindo ajustes de expectativas e melhorias digitais para facilitar o progresso.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade