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Entre os dias 27 e 31 de julho de 2026, a Escola Abolicionista realizou sua segunda edição na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), reunindo integrantes de 16 nacionalidades e mais de 50 entidades para debater o antirracismo popular e a soberania territorial.
Organizada com a participação do Coletivo Terra, Raça e Classe do MST, a iniciativa buscou aprofundar o combate ao racismo estrutural a partir da construção da Reforma Agrária Popular, promovendo trocas teóricas e práticas entre movimentos sociais globais.
A escolha da ENFF como sede carrega forte valor simbólico, por ser um espaço formativo e político erguido pela classe trabalhadora sob o princípio da solidariedade internacionalista, essencial para ampliar a articulação das lutas abolicionistas.
Eixos temáticos e articulação internacional
Durante os cinco dias de atividades, os participantes debateram pautas interligadas como reforma agrária, demarcação de territórios, militarização, sistema prisional, fronteiras, pedagogias antipunitivistas e a organização de base nos territórios.
Por ter caráter itinerante, a formação pretende circular por diferentes regiões do mundo, compartilhando estratégias frente aos impactos globais do capital. O alinhamento entre as diversas entidades reforça que a busca pela terra é indissociável da causa abolicionista.
Demandas e denúncias sociais
Momentos de mística e intervenções poéticas destacaram denúncias históricas, como os despejos em favelas e acampamentos do MST, além da violência policial, da crise ambiental e de violências decorrentes do machismo, da LGBTfobia e do capitalismo.
Segundo a avaliação síntese do encontro veiculada na Página do MST, a libertação plena da sociedade só ocorrerá com o fim das privações de liberdade e da fome, consolidando a resistência popular.
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