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Neste domingo (28/09), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a liberdade religiosa em entrevista à TV Bandeirantes, classificando como intoleráveis os recentes ataques à imagem de Nossa Senhora Aparecida. A manifestação surge após polêmicas nas redes sociais que associaram falsamente o senador Flávio Bolsonaro a uma tentativa de retirar o título de padroeira do Brasil da santa católica.

"Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável. Ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo quer e tem fé", declarou o presidente. Lula relembrou ainda o histórico episódio de 1995, quando um pastor evangélico chutou uma imagem da santa na televisão, para ilustrar a gravidade de discursos de intolerância contra símbolos católicos.

Durante a entrevista, o chefe do Executivo pregou a convivência pacífica entre todos os credos. Ele reforçou a necessidade de respeito mútuo entre católicos, evangélicos e praticantes de religiões de matriz africana, defendendo que cada cidadão deve professar sua fé livremente, sem desrespeitar ou magoar as crenças alheias.

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Batalha jurídica no ambiente digital

O debate sobre o tema provocou reações no meio jurídico. Na última sexta-feira (26/09), o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a exclusão de um post do humorista Antônio Tabet sobre o caso. Contudo, a decisão foi revertida no domingo pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou as postagens sobre o tema.

Origem da controvérsia legislativa

A discussão ganhou força com o resgate de um antigo projeto de lei, arquivado há quase vinte anos, que propunha a retirada do título de padroeira nacional da santa. Entenda em 5 pontos como Nossa Senhora Aparecida entrou na eleição de 2026 através da disseminação desse tema antigo nas redes sociais.

CNBB rebate acusações de fake news

O senador Flávio Bolsonaro acusou o PT e membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de espalharem desinformação sobre sua postura religiosa, sem apresentar provas. Em resposta oficial, a CNBB negou qualquer ligação com campanhas partidárias e reafirmou seu compromisso com a verdade, a democracia e a liberdade de consciência no processo eleitoral.

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