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A qualidade do ar na região metropolitana de Manaus atingiu patamares alarmantes, colocando a capital amazonense no topo do ranking global de poluição atmosférica nesta quarta-feira (23). Com índices recordes medidos pela plataforma IQAir e pelo sistema Selva, a fumaça densa gerada por queimadas e incêndios florestais deixou o ambiente insalubre, superando marcas de cidades como Kinshasa, na África Central.
O monitoramento em tempo real apontou picos extremos que ultrapassaram em muito os limites de segurança recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialistas apontam que a combinação de altas temperaturas, tempo seco e o avanço do fogo em áreas urbanas e de preservação agrava drasticamente a situação na Amazônia.
Moradores de comunidades locais relatam impactos severos na rotina e na saúde pública. Grupos vulneráveis, incluindo crianças, idosos e pessoas com comorbidades respiratórias, enfrentam crises de falta de ar, o que tem gerado alta demanda por atendimento médico de urgência nas redes de saúde da capital.
Diante do cenário crítico, autoridades ambientais e municipais reforçam orientações para a população reduzir a exposição à fumaça tóxica, evitar exercícios físicos ao ar livre e buscar unidades de saúde ao apresentarem sintomas graves de irritação ou desconforto respiratório.
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