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A lendária porta-bandeira Squel Jorgea terá sua trajetória de mais de 20 anos na avenida eternizada no cinema com a primeira exibição do documentário Squel, Confissões de uma porta-bandeira. A projeção ocorre no dia 6 de outubro, terça-feira, às 19h, no Cinesystem Belas Artes Botafogo, integrando a mostra Première Brasil: Retratos do Festival do Rio.

Um retorno histórico aos pavilhões

Após anunciar sua aposentadoria do Carnaval em 2022, Squel surpreendeu o público ao decidir retornar à Marquês de Sapucaí após a maternidade solo. O documentário dirigido por Celina Torrealba e Zeca Brito acompanha esse momento de reinvenção da artista, que aos 40 anos precisou reencontrar o corpo, o gesto e a força que a consagraram como a primeira porta-bandeira a representar tanto a Mangueira quanto a Portela.

A produção, assinada pela Donna Features em coprodução com a Anti Filmes, exigiu cerca de quatro anos de gravações. A obra aborda não apenas o glamour da festa popular, mas também os desafios invisíveis enfrentados pelas mulheres no samba. Entre os principais aspectos retratados pela produção estão:

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  • Os bastidores e intermináveis ensaios longe dos olhos do público;
  • O impacto da maternidade solo na carreira de artistas populares;
  • A superação pessoal e o autoconhecimento na maturidade da carreira;
  • A celebração da ancestralidade e da cultura afro-brasileira na avenida.

Conquista para a cultura popular

Para Squel Jorgea, ver sua história transformada em filme é a realização de um sonho iniciado na Baixada Fluminense. Para aquela menina que começou em uma escolinha de mestre-sala e porta-bandeira, ocupar esse espaço representa uma vitória significativa em um ambiente ainda desafiador.

Com previsão de lançamento comercial para 2027, o longa-metragem promete emocionar o público ao revelar a face humana e dedicada de uma das maiores referências vivas do bailado carnavalesco brasileiro.

FONTE/CRÉDITOS: @donnafeatures