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O Tribunal da CEDEAO condenou o Estado da Guiné-Bissau a indemnizar cinco políticos da oposição que foram detidos ilegalmente após a tentativa de golpe de Estado ocorrida em novembro de 2025. A decisão judicial exige o pagamento de 30 milhões de francos CFA (aproximadamente 76.200 euros) a cada uma das vítimas pelas graves violações dos seus direitos fundamentais.
Entre os beneficiários da medida estão figuras de grande relevo nacional, como o antigo primeiro-ministro Domingos Simões Pereira e o deputado Marciano Indi. A lista de opositores indemnizados inclui ainda os advogados Octávio Lopes e Augusto Nansambe, além de Roberto Mbesba, dirigente do Partido da Renovação Social (PRS).
Contexto das detenções políticas
As prisões ocorreram no final de novembro de 2025, logo após o levantamento militar de 26 de novembro. A ação das forças de segurança aconteceu na véspera da divulgação dos resultados provisórios das eleições legislativas e presidenciais no país africano.
A defesa jurídica dos políticos considerou a sentença histórica. Segundo os advogados, a decisão do tribunal regional reafirma que os direitos humanos não dependem da vontade do poder executivo, sendo salvaguardados por tratados internacionais que o país assinou.
Atualmente, a Guiné-Bissau encontra-se suspensa da organização regional devido à instabilidade política. No entanto, os representantes legais exigem a transferência imediata dos fundos, lembrando que as decisões da corte comunitária têm caráter obrigatório para todos os Estados-membros.
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