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Dois anos após o registro de pichações com injúria racial na UFSCar Sorocaba, as estudantes afetadas continuam lidando com graves sequelas emocionais e acadêmicas. Nesta segunda-feira (21), aconteceu a audiência de instrução da ação penal movida pelo MPSP, que cobra indenização por danos morais.
O caso teve início em agosto de 2024, quando frases ofensivas apareceram em banheiros e áreas comuns. A investigação policial utilizou um laudo grafotécnico para apontar a autoria, permitindo que o Ministério Público formalizasse a denúncia judicialmente por racismo.
As vítimas relatam que o impacto foi devastador para a rotina universitária. O trauma gerou crises de ansiedade generalizada, dificultando a permanência no campus e forçando o adiamento de disciplinas essenciais para a conclusão dos cursos de Turismo e Geografia.
Além do desgaste emocional, as jovens apontam falhas na assistência prestada pela instituição de ensino durante o processo de investigação e na obtenção de imagens de segurança. A defesa busca agora consolidar as provas na esfera judicial para garantir a devida responsabilização.
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