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A economia de Moçambique registou uma aceleração no segundo trimestre de 2026, impulsionada pela estabilidade cambial, taxas de juro favoráveis e maior procura por serviços. A informação foi divulgada pela Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique durante a apresentação do balanço trimestral do setor.
Segundo o presidente da organização patronal, Álvaro Massingue, o Índice do Ambiente Macroeconómico subiu de 55% para 58% entre o primeiro e o segundo trimestres. O dirigente destacou que o controlo dos preços e o comportamento das taxas de juro impulsionaram o acesso ao crédito no mercado local.
Resiliência e desafios do setor empresarial
O relatório da entidade apontou também um avanço no Índice de Robustez Empresarial, que passou de 26% para 27%. De acordo com Massingue, embora seja uma melhoria tímida, de apenas um ponto percentual, o resultado é significativo diante do cenário adverso enfrentado pelas empresas.
O período recente mostrou sinais de recuperação dos estragos causados pelas cheias de janeiro. No entanto, o empresariado moçambicano ainda lida com os impactos da crise dos combustíveis e com sérias restrições no mercado de câmbio.
De acordo com o presidente da CTA, as limitações no acesso à moeda estrangeira continuam a prejudicar a importação de insumos essenciais, equipamentos e matérias-primas, o que dificulta o aumento das exportações e a sustentabilidade da produção nacional.
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