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A província de Manica, situada no centro de Moçambique, registou um crescimento preocupante nos diagnósticos de sarampo nos últimos meses, acendendo o sinal de alerta entre os especialistas.

Pedro Magul, representante do comité de emergência de saúde local, confirmou o surgimento de 22 ocorrências da doença desde o mês de julho.

O avanço das infecções concentra-se principalmente nos distritos de Gôndola, Chimoio e Machaze. As autoridades também mantêm forte vigilância sobre a região de Macate.

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Segundo o especialista, o fato de o agravo ser totalmente prevenível por imunização indica falhas na rotina de vacinação por parte de pais e cuidadores.

A situação gera grande preocupação no setor sanitário regional. Casos isolados não costumam representar um grande desafio logístico ou epidemiológico.

Contudo, a confirmação laboratorial de três ou mais infecções em um intervalo de 30 dias exige atenção imediata das equipes médicas.

Seguindo diretrizes da Organização Mundial de Saúde, a contagem de cinco suspeitas já coloca a rede pública em estado de alerta máximo para surtos.

Diante desse cenário, a Direcção Nacional de Saúde Pública reforça os apelos para que as famílias levem os menores aos postos de vacinação.

Dados oficiais mostram que o país acumula quase 2.600 infecções e quatro mortes desde o início do atual surto nacional, decretado em julho de 2025.

Nampula permanece como o território mais atingido em todo o território nacional, acumulando mais de mil casos e todos os óbitos confirmados até meados de agosto.

Outras regiões como Sofala, Zambézia, Tete e Niassa também contabilizam centenas de ocorrências da enfermidade viral aguda.

Especialistas lembram que o problema é altamente perigoso para menores de cinco anos. Quem apresentar sintomas como febre, tosse e erupções cutâneas deve buscar atendimento imediato.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Lúcio Andrade