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Doze anos após enfrentar um dos casos de racismo no esporte mais marcantes do país, o ex-goleiro Aranha esteve em uma escola na zona sul de São Paulo na última quarta-feira (16) para conversar com adolescentes sobre preconceito e cidadania.
O encontro fez parte de um ciclo de debates promovido pelo Colégio Marista Arquidiocesano. Sob o mote de conscientização, a iniciativa reuniu centenas de alunos dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio para refletir sobre atitudes discriminatórias.
Diálogo com as novas gerações
Interagindo diretamente com a plateia jovem, o ex-arqueiro utilizou referências atuais e relatos pessoais para aproximar o tema do cotidiano dos estudantes. O objetivo principal, segundo ele, não é aplicar teorias complexas, mas sensibilizar os jovens.
Durante a conversa, os estudantes puderam fazer perguntas e debater como atitudes diárias impactam a vida coletiva. O ex-jogador reforçou que o combate à discriminação exige engajamento constante de toda a sociedade.
Histórico de superação
O episódio ocorrido em 2014, durante uma partida entre Santos e Grêmio pela Copa do Brasil, deu projeção nacional à luta do atleta, mas ele ressalta que o preconceito esteve presente em toda a sua trajetória de vida.
Aos alunos, Aranha destacou como o apoio familiar e o esporte foram essenciais para recuperar sua autoestima após momentos difíceis na infância e na adolescência.
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